12 dezembro 2007
08 dezembro 2007
27 outubro 2007
Branco, preto, cor
Cor?
Alma
Dor, medo, amor
Paixão
Sensação
Alma
De sangue, hemácia
Orgânico e biológico
Carne, pele, osso e também músculo
Formam
Transcendem e passam
Pelo que sou
Alma
Alma
Sou eu
"When we were teenagers we wanted to be the sky
Now all we wanna do is go to red places
And try to stay outta hell"
23 setembro 2007
17 julho 2007
Bela, bela apresentação, mas o livro é muito ruim, estava pra postar isso há tempos, mas só agora que me deparei com aquela porra de livro....
14 julho 2007
Xícara a xícara, vai se disseminando, transcorrido através de pensamentos, alucinações, alucinógenos, as páginas frustradas de mais uma tentativa, aflita, daquele que fora chamado de promissor, futuro garantido.
Passou-se mais um dia, mais páginas, mais café, e só algumas linhas, muito sofrimento, pouco a ser dito, nada exprimido, sua alma já calma demais, sem inquietações da juventude. Era agora maduro, e toda aquele sede por conehcimento, que o fazia explodir, escrever, não mais.
Nas drogas, nas viagens e nos livros, procurou do nobre ao mais fétido, pouco se fez útil. Havia ao menos esperança, ao menos.
Quem sabe um amor, uma paixão.
Foi o que fez, procurou em corpos, quenturas adormecidas, amores comprados, pagos, ora conquistados, sua salvação, divina salvação, toda a podridão o faria ressurgir das cinzas, como fênix -assim como sabem, por mais chavão que o pareça, foi assim.
Fábio Polido
13/07/07
12 julho 2007
steady, as she goes (é, raconteurs mesmo)
Só quem está vivendo pode dizer, sentir, errar e errar denovo de novo. Essa coisa, sempre começo assim, de creditar esperanças futuras no futuro, verbalizar o verbo, óh que triste é ser adolescente, que feliz é poder passar por isso. Não sei se vale a pena tentar descrever, mas até que gosto, usar vírgulas, usar as teclas, articular os pensamentos, ainda que tão poucos, ainda que tão carregados, café. Desça mais um café aí mãe*.
"Sinto-me livre para fracassar".
Hilda Hilst
07 maio 2007

Embalados ao som de TETINE
Depois de noite longa, volto em
primeira pessoa, dedicando-me
exclusivamente à narrativa de
meu país.
Verde, amarelo, azul-anil e suas
27 estrelas: triunfo orquestral de
raças, crenças e criolagem.
Em nossa narrativa o espaço:
São Pulo, Belo Horizonte e
Salvador.
Em nossa história os
personagens: Margareth, Bill,
Bruno, Eliete e Alban Berg.
Em nossa descrição o tempo:
Verão avassalador de 1987. 38
ou 39 graus centígrados.
Os númereos: 1 a 9.
O peso: 27 estrelas.
A medida: 3 minutos por tracks,
110 compassos pela estrutura de
cada canção.
A linguagem: Passado, Presente
e Futuro. Past, Present and
Future.
So... Let's start by reading a short
about Margareth and Bill, a
strange couple who used to live
upstairs my apartment
flat in Perdizes, São Paulo. So,
flashback to the early 80's when
I first saw Margareth in the
elevator.
- Hi, my name's Margareth. Nice
to meet you. When did you move?
Are you married? - she asked
informally.
And I said:
- I moved from Belo Horizonte
with my husband and my two kids
two weeks ago.
And she said:
- Oh... you've got kids!!! What are
their names? How old are they?
You know. I live with my husband
but we don't have any children.
His name is Bill. He's a musician.
If you need some help, don't
hesitate to call me. My flat number
is 94. - she said as I took my
keys.
Although I was not used to
making conversation with people I
met in lifts, I became her friend.
Então, a medida que nos
tornávamos amigas, comecei a
perceber que Margareth era
obsecada por meus filhos. Seus
tópicos prediletos em conversas
corriqueiras, conversas de
elevador, conversas de portaria,
ou mesmo em reuniões
condominiais; eram baseados
em artigos de revistas e
programas de TV. Things like
"Growing up Together", "What is
up Dr Ruth" and "Família". Como
tópicos de interesse, vi, ouvi e
presenciei assuntos diversos:
1) saúde e bem estar de crianças
2) enxovais para noivas
3) primeiros sinais da
adolescência ou como agir
mediante problemas
respiratórios enfrentados por
crianças asmáticas.
Meu marido não a conhecia
pessoalmente. De minha parte
também não conhecia Bill. No
entanto, estávamos ligados por
um só bloco concreto.
Morávamos no mesmo edifício.
Ela no andar de cima. Eu no
andar de baixo. This is the end of
part one.
Margareth got her keys and
entered her flat.
Goodnight Bruno!
Goodnight!
30 abril 2007

"I'm singing in the rain,
just singin' in the rain"
26 março 2007
10 março 2007
É inexplicável o modo como as vezes nos sentimos inexplicáveis,
descartáveis, e como diria um célebre professor, três exemplos caem bem
melhor em uma sentença, então aí vai: ajoelhados.
Esse estado de naúsea das três da matina, nos embate por dentro, e é
extremamente devastador, toda essa fúria reprimida que muitas vezes não
encontra lados nem expoentes a multiplicarem se em reações, é também
extremamente destrutivo/construtivo, na ordem dos fatos.
Tantos processos criativos, caminhos adversos, será que as pessoas
andam pensando. Chego a sentir pena que a arte de pensar tenha sido
fracionada e tida como um joguete do pós-modernismo.
Assim como não tantos outros, não almejo a futuros revolucionários, ou
reações dignas de uma cobertura televisiva em horário nobre.
Espero realmente que esse estado nauseante de se estar ajoelhado, abra
em minha mente novos caminhos, liberdade de um modo cabaçal com que
vejo as coisas.
02 março 2007
Heterônimos.
Álvaro de Campos
Lisbon Revisited
(l923)
NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
se desejarem ler o resto : http://www.revista.agulha.nom.br/facam15.html é que pra postar dá trabalho!
01 março 2007
24 fevereiro 2007
23 fevereiro 2007
Família, família
Acordou atordoado sem saber onde estava e se estava mesmo em algum lugar? Se estava, ele não sabia, o que sabia é que acordara e não se mexia, não podia sair dali ou daqui, nem ao menos podia pensar no que tentar.
Mas pensou na sua família, isso é, se tivesse uma, mas já que tinha pensado. Devia ser daquelas normais, com mãe pai e talvez irmãos, mas lá ainda estava, parado, deitado.
O telefone toca.............
Seu corpo se levantou num estímulo nervoso, algo que sem sombra de dúvida não fora comandado, mas foi lá e atendeu, não era ninguém, ou era e ele já não mais ouvia?
Gritou, tudo estava bem, o problema devia ser na fiação, ou nos fios de dentro do telefone.
Agora que já conseguia se levantar, e pensar, tentou identificar o lugar, mas a ele só vinham duas imagens, sua cama e o telefone vermelho, que ficava numa espécie dum ou de uma banqueta, onde tudo era muito claro, pois era de manhã e a janela não omitia o fato.
Estavam lá banqueta, janela e telefone, durante algum tempo foi o que pode ser visto, até que enfim alguém entrou:
-Não vai comer não Marlyson? O ônibus sai em meia hora....
Haha



