16 junho 2008

"Que bom que eu não tinha um revólver/Quem ama mata mais com bala que com flecha"

Eu te esperei em pé, esperei sentado, esperei em pó. Na beira do abismo, mesmo na queda estava lá, deixando a porta aberta pra você passar, enquanto o vento rasgava minha inocência. Tentei. Ceguei as esperanças de todo um corpo, calejei meu coração e esfriei, estraguei, apodreci. Por você, meu amor.
Morri com o coração na boca, agoniando na grama, ouvindo a música estática do veneno abrindo seu guarda-chuva, afiado no meu estômago, abrindo e fechando, em mim. Digeri toda uma vida em três longos goles, profundos, pesados e mortais. Fui o homem mais romântico do mundo.


Obs: o show da Adriana Calcanhoto é ótimo, ainda mais ao seu lado.