17 julho 2007

Fire on Babylon

Porra pode ser um estado de espírito. Uma forma de encarar a vida e de ser encarada por ela. São apenas duas sílabas que dizem muito quando não se sabe muito o que dizer. Por isso, usamos e abusamos dela. Seja com sarcasmo, indignação, entusiasmo ou prazer. Não importa. É uma palavra-coringa capaz de iniciar e encerrar histórias cotidianas. Como a que você vai ler aqui, nesta novela de estréia do jornalista João Ximenes.

Bela, bela apresentação, mas o livro é muito ruim, estava pra postar isso há tempos, mas só agora que me deparei com aquela porra de livro....


14 julho 2007

Processo criativo

Xícara a xícara, vai se disseminando, transcorrido através de pensamentos, alucinações, alucinógenos, as páginas frustradas de mais uma tentativa, aflita, daquele que fora chamado de promissor, futuro garantido.

Passou-se mais um dia, mais páginas, mais café, e só algumas linhas, muito sofrimento, pouco a ser dito, nada exprimido, sua alma já calma demais, sem inquietações da juventude. Era agora maduro, e toda aquele sede por conehcimento, que o fazia explodir, escrever, não mais.

Nas drogas, nas viagens e nos livros, procurou do nobre ao mais fétido, pouco se fez útil. Havia ao menos esperança, ao menos.

Quem sabe um amor, uma paixão.

Foi o que fez, procurou em corpos, quenturas adormecidas, amores comprados, pagos, ora conquistados, sua salvação, divina salvação, toda a podridão o faria ressurgir das cinzas, como fênix -assim como sabem, por mais chavão que o pareça, foi assim.


Fábio Polido
13/07/07

12 julho 2007

steady, as she goes (é, raconteurs mesmo)

Só quem está vivendo pode dizer, sentir, errar e errar denovo de novo. Essa coisa, sempre começo assim, de creditar esperanças futuras no futuro, verbalizar o verbo, óh que triste é ser adolescente, que feliz é poder passar por isso. Não sei se vale a pena tentar descrever, mas até que gosto, usar vírgulas, usar as teclas, articular os pensamentos, ainda que tão poucos, ainda que tão carregados, café. Desça mais um café aí mãe*.

"Sinto-me livre para fracassar".
Hilda Hilst

Estou ausente, sei, sei bem, mas não tão ausente. Tenho sim pena de ver esse blog na sarjeta, jogado, amarelando.... Mas não é assim, altos e baixos. Ando lendo com bastante frequência, pra não dizer muito, o que é um porque de eu não escrever mais tanto, dá medo. Enfim, é fim também.