09 outubro 2008

.
O que me lembra Suede... Que nunca vai poder ser sua, nem a minha banda preferida. Já nasceu alguém pra isso, acredite. Com olhos de lince.


.
Se esse blog tivesse poros ia transpirar adolescência.
Tenho mantido essa páginas há dois anos, que foi -tem sido?- o que chamam rito de passagem, e é vergonhoso ver tanta pele escamada deixada pelo caminho. Talvez seja bonitinho essa inocência querendo virar rebeldia, daqui alguns anos, e meio que por isso não dei cabo daqui. É engraçado ler minhas macaquices, que em tão pouco tempo já não me dizem quase nada, quase nada que me importe agora. Não falo minha vida, não dou meu máximo, nunca suei por isso. São reflexões tolas, superficiais do que penso, do que eu quero, do que eu queria ser. No fundo é sempre a mesma coisa, alguém tentando se traduzir. Os artistas fazem melhor, nós tentamos.
.
.
.
Modest Mouse


Acho que é um fã_video, e ruim, mas a música é ótima.




Modest Mouse
Modest Mouse



Modest Mouse
Modest Mouse

08 outubro 2008

Da série_

Um sonho que tive:



Dear Diary, hehe.

Uma luz bruxuleava à minha frente, virando esquinas largas de paredes altas, emaranhando-se em recônditos que não me importavam. Ela brilhava e eu a quis. Tanto que me dividi -achei que assim seria mais fácil-, cortando minha carne em dois, três, talvez em cinqüenta deixando o vermelho marcado por todo o caminho, minhas migalhas de pão. Milhares tantos de um Eu correndo por ela que andava tão calmamente, inatingível em seu modo de escorregar das mãos e invadir os sonhos, atribulando toda uma vida que era apenas um destino miserável em linha reta. Violentando minha existência por essa única esperança, tão vazia e linda, sonora aos ouvidos e, melhor, maior, tão linda.

(Na verdade era um labirinto....)
.
.
.
No escuro, quando estava tão frio, eu me envolvi sobre meus próprios braços e senti o seu calor, de quando a gente entrou naquele carro velho e partiu pra longe. Lá onde o sol queimava nosso corpo de um jeito tão gostoso. Tentando lembrar daquele barulho que ouvi pela primeira vez em forma de ondas, quebrando nas minhas pernas, no meu pé descalço. Eu tentei lembrar do quanto era bom você em casa, mesmo quando seu cabelo vermelho fedia à cigarro sobre o meu rosto. Seus dedos enrolando cachos nos meu cabelos, suas unhas estalando em barulhinhos na minha cabeça. Sinto tanto frio sem você. Ainda que te veja sempre.


Coisinha mais J.T. Leroy
.
.
.
Um garoto de ossos de vidro sentava na minha frente, todo torto. Eu chegava cedo e ele estava sempre lá, quieto e curvado. Frágil.


.
.
.